terça-feira, 15 de novembro de 2016

CONFISSÔES

12 de novembro (2016),

acordar e manter viva a chama de reservar um tempo a sós com Deus tem sido para mim uma batalha diária. Parece que o homem tem uma tendência a se afastar de Deus. Não é na maioria das vezes um distanciamento alarmante, são pequenos e repetidos distanciamentos até ao ponto que se estabelece uma grande distancia e Deus passa a ser apenas um ponto bonito no horizonte ao longe.

Hoje realmente meu a sós com Deus foi a primeira ação do dia, depois, obviamente do café da manhã que sem este sou uma espécie de nada.

À força do senso comum escolhi um salmo para texto de meditação. Digo à força do senso comum porque se diz serem os salmos textos excelentes para meditações. O senso comum é uma estrada confortável, mas muito pouco estimulante. Mudei de estrada e fui parar na casa vizinha. O livro de Jó.

Jó capítulo. Aí estava eu pela não sei quanta vez. Ainda há alguma lição para eu aprender aqui? Perguntava minha mente. Continuei lendo a despeito de minha vacilação.

Minha mente como um motorista em seu carro que trafega devagar procurando por um endereço e quando o acha freia bruscamente, parou na passagem onde Jó reúne seus filhos para um culto doméstico de exame de consciência. Jó fazia isso sempre depois das festas que seus filhos davam uns aos outros e aos amigos regadas a alegria. Jó sabia que a alegria é um estimulante para o escárnio. Jó os estimulava a pedirem perdão a Deus.

O homem da ciência diria que isso é primitivo. É a busca da explicação dos fatos da vida pelo mito. Mas o fato é que Deus é o soberano sobre tudo e todos em seu universo e desagradá-lo é desestabilizar tudo neste universo e na vida de seus seres viventes.

Eu vinha há algum tempo orando para que Deus mudasse minha vida com respeito a alguns problemas financeiros que vinha enfrentando. Na minha oração não entendia porque as coisas não mudavam mesmo diante de tanto tempo suplicando e sofrendo. Se Deus é o supremo sobre o universo e eu me dirigia a ele por que eu padecia?

Gentilmente Deus em um contraponto a minha mente acusativa, me fez perceber que quando quebramos uma lei (de Deus ou da vida ou qualquer outra) colhemos as consequências ainda que tenhamos agido na inocência ou por algum estado alterado de consciência. À quebra de uma lei segue o desajuste.

Entendi que deveria parar de culpar a Deus e interceder por sua misericórdia e sabedoria para que meu estado mudasse. Já que cheguei nesse estado por atos meus de algum modo. Jó queria que seus filhos honrassem a Deus sempre para serem abençoados e a atitude desse homem me ensinou a ser como ele.

Assim o tenho feito desde a manhã desse dia.