quinta-feira, 17 de novembro de 2016

CONFISSÕES

16 de novembro (2016),

Senhor, me ajude a não seguir odiando aqueles que intencional ou intencionalmente me fizeram mal. Senhor, eu sinto por estes certo desprezo que só cresce.

Finalizei com essa oração fluindo de meu interior com tanta força que mais parecia um potente jato de algo que saia de uma mangueira com pequeno diâmetro e por isso mesmo era ejetado com extrema força.

Sinceramente não esperava me sentir assim tão impactado. Na verdade sempre espero ser afagado e minhas pérolas mantidas em seguro, mas o problema é que o baú não consegue mantê-las presas, mas luto em mantê-las intocadas.

Marcar um encontro com Deus é correr o perigo de ter a vida devassada, analisada como o médico que introduz a sonda no nariz do paciente para cientificar-se da gravidade do mal e adotar o processo de cura.

Nesse dia não pude fazer meu tempo de a sós com Deus cedo de manhã. Por isso mesmo passei o dia pensando como o faria. Pensei em vários livros da Bíblia quando um pensamento vário invadiu minha mente. Nos pequenos frascos estão os melhores perfumes.

Foi assim que vim parar no pequeno livro do profeta Obadias. Um pequeno livro de 595 palavras, mas de conteúdo de longo alcance. Li com a atenção a reprimenda de Deus por meio do profeta ao povo de Esaú. Depois essa reprimenda passou a ser para mim.

Jacó e Esaú eram irmãos. O relacionamento desses dois não foi sempre amistoso. Mas em dado tempo da vida os dois se entenderam e seguiram em terras diferentes, mas em estradas calmas. Esaú esqueceu de salientar a seu povo que tudo havia se acertado entre ele e seu irmão. A rixa então prosseguiu entre as duas nações que eles fundaram.

A raiva que Edom, o povo de Esaú sentia por Jacó, agora Israel, extrapolou ao ponto de Esaú se juntar a nações inimigas que matavam e espoliavam Israel e infringir tão duro golpe que o prejuízo e a dor de seu irmão chegou ensurdecedor nos ouvidos de Deus que, além, de ouvir presenciou com olhos de admiração. Deus agora sentencia Edom a receber um duro castigo. O desaparecimento por morte e espoliação pelo que havia feito a Israel e em tempo algum ter sentido pesar, mas alegria.

Foi nesse ponto que fui convencido por Deus que se não cuidasse do meu ódio, logo esse sairia do controle porque o ódio tem efeito cumulativo até que o recipiente que o guarda estoura e atrocidades são cometidas por uma mente anestesiada ao senso de justiça e misericórdia.

O ódio seda a pessoa para não perceber que Deus é juiz e retribuidor e que tratará a cada um na proporção do que fez. Isso me deu medo porque as palavras de Obadias eram graves e irrevogáveis.

Considerando que a Bíblia é o porta-voz de Deus para falar com seus filhos e, como tinha problemas com pessoas que me causaram danos, resolvi levar a sério a profecia e por isso de joelhos diante de Deus pedi sua ajuda.