sexta-feira, 18 de novembro de 2016

CONFISSÕES

18 de novembro (2016),

Não há como ler os capítulos finais do livro de Jó, exatamente os quatro finais, e não ter o fôlego suspenso e entrar em um estado de contemplação duradouro. O coração acelera com o relato da aparição e a fala de Deus a Jó.

Se de cá apenas com o relato fiquei sobressaltado, como terá ficado Jó? Terrivelmente amedrontado, mudo, maravilhado, inebriado, assustado. Deus se vestiu com uma roupa muito apropriada para o encontro: um redemoinho poderoso, com seus raios e barulho ensurdecedor.

Meu tempo de a sós com Deus se juntou ao meu período de leitura regular da Bíblia. Procuro ler diariamente a Bíblia, mas regularmente seria a palavra mais apropriada.

A escolha do livro de Jó não poderia ter sido mais apropriada para mim. Os dias têm sido muito tumultuados. Creio piamente que Deus invisivelmente me fez mais uma vez escolher o livro de Jó para eu ler. Ele sabia que assim como Jó eu precisava reajustar minha visão sobre ele e seu poder. Ter reanimada a certeza de que ele está acima de tudo. Que nada lhe é páreo nem difícil.

O pedido de Jó enfim foi atendido. _ Quero ver o Senhor e ser ouvido por ele, insistia Jó com fé e esperança. Mais do que isso Deus concedeu a Jó o privilégio de conhecê-lo um pouco mais a fundo. Foi um bônus.

Diante do relato do encontro de Deus com Jó me senti nesse dia compungido a dobrar meus joelhos e fechar meus olhos e declarar em uma oração de louvor a Deus de que estou certo de que em algum momento, Deus, vestirá sua melhor roupa e me encontrará e mudará meu estado.

Meu coração está em estado de contemplação e confiança.