segunda-feira, 21 de novembro de 2016

CONFISSÕES

20 de novembro (2016),

O cansaço em meu corpo incomodava ao ponto de me deixar desassossegado mesmo deitado em minha cama. Ali na cama lia algumas coisas. Romances, poesias, mas era tudo muito penoso e o sono por mais que eu quisesse não aparecia.

Meu cansaço se devia a uma competição atlética de corrida de rua a pé que participei na tarde desse dia. O sol que estava declinando e fazendo aparecer as primeiras escuridades da noite deixou um calor dentro do chão que insistia em pular em cima dos corredores. Fui castigado por esse efeito estufa.

Embora com muitos livros em derredor de mim na cama, evitei ler minha Bíblia, pois a leitura desta exige um pouco mais de concentração do que para ler um romance ou poema e atenção era o que pouco eu tinha naquele momento.

Mas um momento de oração e reflexão era propício naquele instante. Falava com Deus sobre algumas decisões que preciso tomar e por causa dessas algumas inquietações se remexiam dentro de mim como a criança que se remexe dentro do ventre de sua mãe procurando mais espaço para alegria e desespero da pobre mamãe que sorrir e sente desconforto ao mesmo tempo. Não era meu caso sorrir, apenas sentia desconforto.

Por um momento senti-me culpado porque em meu tempo a sós com Deus faltou uma palavra de agradecimento, como que querendo me consolar, Deus me deu a lembrança de uma passagem bíblica do célebre Salomão: “até na alegria tem dor o coração”. De certo preciso reservar um tempo para agradecimento e quero introduzir isso em meu tempo com Deus.

Meditei em uma passagem bíblica no livro de Gênesis sobre as inquietações de Rebeca que quando grávida sentia um doloroso incômodo em seu ventre. Ela não sabia do que se tratava e foi consultar Deus a respeito do caso, talvez vendo que todas tradições de sua época não ofereciam a ela consolo satisfatório.

Deus fez Rebeca saber que seu incômodo se devia a que ela estava grávida de duas crianças  que brigavam por espaço em seu ventre. Ela teria que conviver momentaneamente com esse desarranjo. Mas, por fim, Rebeca descansaria e tudo se resolveria.

Percebi por essa passagem bíblica que ir à presença de Deus falar sobre nossos incômodos tem valor incomensurável.

Primeiramente recebemos um consolo que vem da paz que Deus como num ato de primeiro-socorro administra sobre o pedinte. E, que, mais do que apenas proporcionar paz em momentos de angústia Deus nos diz que a solução virá em seu tempo oportuno (como veio para Rebeca quando esta descansou).

Conviver com alguns incômodos será inevitável, mas se está no controle de Deus o mal não será para “morte”, mas para algum tipo de vida melhor.