quarta-feira, 23 de novembro de 2016

CONFISSÕES

21 de novembro (2016),

empreendi uma maratona de leitura e isso incluía a leitura da Bíblia além de outros livros. O livro escolhido foi a a carta que Paulo, o apóstolo, aos cristãos de Roma a quem ele não conhecia pessoalmente, mas estava transbordando de vontade de conhecer.

Li seguidos capítulos em meu desafio de leitura. Uma passagem no capítulo cinco da carta me causou espanto. Fiquei com ela na cabeça rodopiando por dois dias. Falava de alegria.

Meus entretantos com essa mensagem de Paulo dizia respeito a que ele incentivava a mantermos alegria mesmo enfrentando problemas a que em sua linguagem ele chama tribulação. Isso contraria a natureza de qualquer ser vivo, penso eu.

A ideia não me foi simpática. Alegria na tristeza? Passei, confesso, dois dias revolvendo essa ideia como se ela estivesse em meu estômago revirado como quem come uma comida indigesta.

Costumo andar de bicicleta para resolver os negócios de meu dia a dia e enquanto pedalava ao ritmo do pedal o pensamento girava com essa exortação de Paulo.

Quando temos antipatia por algo ou alguém desprezamos uma visita mais demorada querendo perceber o que há de bom no algo ou alguém. Porém, parei para analisar melhor o texto mesmo a contragosto.

Percebi o motivo da exortação de Paulo depois de me deter um pouco sobre a passagem. O sofrimento tem um propósito. Não consigo explicar o propósito de cada sofrimento no mundo, mas em linhas gerais todos têm um propósito.

Paulo disse que o sofrimento produz paciência. A paciência produz experiência e a experiência esperança. A esperança, entretanto, não é algo vazio, é a certeza de que Deus nos tratará com amor e não nos deixará à própria sorte.


Passado o susto, o motivo da alegria em meio ao sofrimento conquistou minha mente. Agora me disponho a enfrentar o sofrimento por causa de sua produção e não porque essa seja alguma virtude que nos eleve, uma vez que neste mundo teremos sempre tribulações.