segunda-feira, 28 de novembro de 2016

CONFISSÕES


23 de novembro (2016),

a noite dormi com os olhos entreabertos e a mente inquieta.
Tentava conscientizar meus espírito de que não seria deixado à própria sorte por Deus. Nos dias anteriores havia lido na carta de Paulo aos crentes de Roma que o sofrimento tem valor porque produz bons resultados.

Dizia Paulo: o sofrimento produz paciência. A paciência produz experiência e a experiência produz esperança, e a esperança não envergonha porque Deus derrama seu amor sobre o sofredor através da ação de seu santo Espírito.

No dia de ontem fui deixado a ver navios por alguém que me havia prometido ajuda, mas que sem qualquer aviso prévio não cumpriu a promessa. E agora, o que fazer? Era minha pergunta.

Precisava agora testar o ensino de Paulo e descansar na ação de Deus para me valer.

Como não consegui dormir direito, acordei cedo e sai a busca de um transporte para chegar a meu destino. Não costumo tomar transporte alternativo, mas dessa vez o fiz. O percurso foi rápido e o lugar marcado para descer se aproximava e minha mente ficava nervosa.

Perguntado pelo motorista onde deveria descer (ele havia esquecido), reafirmei o lugar, mas fiz um pequeno comentário mais em tom de gracejo do que com qualquer esperança. Será que você não passaria nem por perto de Parangaba (o lugar para onde eu iria)?

Para minha surpresa ele respondeu: estou levando uma passageira para lá. Não coincidentemente era exatamente em frente ao lugar onde eu naquela manhã ia fazer duas provas (na minha faculdade).

Não percebi que o horário na ficha de inscrição era o de verão e não o do meu estado, caso a pessoa que faltou comigo tivesse cumprido sua palavra teria perdido a prova. Mas tinha ainda um problema para resolver. Havia descompletado o dinheiro que tinha para ir às demais provas. E agora, o que fazer? Era minha pergunta novamente.

Disse comigo: Deus não vai me deixar ao “Deus dará”. Cheguei a casa e contei todo o acontecido para minha esposa e mencionei o problema para o dia seguinte. Ela respondeu: alguém pagou o que nos devia, pegue o que falta e vá amanhã.

Mais uma vez a esperança em deus se mostrou verdadeira.

Hoje Deus agiu assim. Como será amanhã?