quinta-feira, 17 de novembro de 2016

CONFISSÕES

17 de novembro (2016),

Nós temos a mente de Cristo, disse Paulo a seus irmãos coríntios.

Um dos efeitos da mente de Cristo nos que a tem é a inquietação para ser útil e fazer a vontade de Deus. Afirmo isso depois de ler sobre a vida do próprio Paulo e dos bons servos de Deus de quem a Bíblia relata a história, bem como os grandes da história extra bíblica.

Me inquietou perceber que meus dons beneficiavam muito a mim e a poucos além de mim. Uma inquietação e um desejo de ser conhecido para conhecido ser útil ao maior número de pessoas me dominou. Foi com essa inquietação que comecei meu a sós com Deus desse dia. Era eu uma alma melancólica tentando aconchego no colo sempre acalentador de Deus-Pai.

Passando as páginas da Bíblia e, me encantando com este e aquele livro, sabendo que em cada uma dessas conchas há pérolas de grandíssimo valor, aportei em Neemias, capítulo um, para descobrir como este homem andava igualmente a mim inquieto e querendo ser útil.

Neemias andava inquieto não por ele. Ele estava bem assentado na vida. Copeiro e sommelier gozava de boa reputação e confiança do rei. Morava na capital do império e frequentava o palácio real assistindo ao rei a tempo e fora de tempo, pois os reis temperamentais queriam como crianças mimadas serem acariciadas e ninadas a qualquer hora. Ossos do ofício de qualquer um com que se tem que lidar.

Mas para quem tem a mente de Cristo e não quer silenciá-la em sim, não repartir o que tem é pecado imperdoável em qualquer dos mundos possíveis. É o mesmo que sentir uma lancinante dor sem ter o alívio nem do remédio nem do grito.

Neemias capítulo.

Os irmãos de Neemias lhe fazem uma visita. O motivo não nos é dito. Depois das alegres recepções uma notícia põe Neemias atordoado.

“E disseram-me: Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo.”

Coração partido. Neemias se vendo tão farto se apercebe de seus irmão tão faltos de tudo. Coube a este homem apenas orar, pois nada humanamente poderia ele fazer se Deus não fosse com ele: Senhor, dê a esse teu servo mercê diante desse homem, o rei, para eu, teu servo, a Jerusalém descer.

Essa é a mente de Cristo que eu quis ter e que vejo primeiramente, brilhantemente na pessoa desse servo de Deus. Não somente sentir compulsão para fazer algo por quem padece, mas erguer-se para fazer.

Solenemente nesse dia cerrei meus olhos e orei. Orei ao Senhor para que meus dons alcançasse mais gente além de mim mesmo e de uns poucos a minha volta para que eu pudesse satisfazer os imperativos da mente de Cristo em mim.