sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Crônica 5, 11/2016

O mundo evangélico é feio. Falta-lhe a arte.

O mundo gospel, termo muito usado hoje para se referir aos evangélicos só dispõe de um tipo de arte, que na maior parte do tempo se destina a promover a doutrina de algum figurão religioso, e por isso mesmo sua temática é repetitiva ao extremo e, ainda visa fins comerciais: a música.

O estranho dessa situação é que o Deus que o mundo evangélico diz representar é um ser artístico. Na modelagem do mundo não faltam exemplos de seu gênio artístico. Diversidade faz a trama do mundo.

O próprio livro que o Deus dos evangélicos escolheu para se comunicar com o mundo, que ele escolheu para dar informações de si mesmo e sobre tudo o que é bom para o homem e seu meio ambiente, presente e futuro eterno, é eclético: poesia, crônicas, jogral, música de todos os estilos, história, ensaios, lei, até mesmo a passarela de desfile foi uma maneira como Deus se manifestou ao mundo.

O mundo evangélico se isolou da arte enquanto seu Deus é colorido, diversificado, criativo, artístico.