segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Crônica 8, 11/2016

Mateus, o Evangelista, é um tipo de escritor de quem se pode afirmar que seus escritos “dão pano pras mangas.”

Para empregar uma imagem, os escritos de Mateus são como uma árvore cheia de galhos que se estendem em todas as direções produzindo sombra e abrigo.

Com a habilidade de um historiador, Mateus narra os acontecimentos em torno do nascimento de Jesus: a maneira sobrenatural de como Maria engravidou, o estado emocional de José diante da notícia esdrúxula de sua noiva, o plano de ação de José para deixar Maria com o mínimo de repercussão pública possível e a paciente e acertada ação de Deus para convencer José de que a história de Maria era verdadeira como ela mesma dizia e leva-los a concretizar a feliz núpcia.

A ordenação dos fatos nos permite retirar bons e diversos ensinamentos sem com isso torcer o texto de Mateus.

Um dos temas que decorre da narração feita por Mateus descrevendo o modo da concepção de Maria, o cuidado especial de José a Maria e desta a José e a colaboração dos dois no plano de Deus de fazer nascer no mundo o Salvador que envolvia fuga, perigo, mudanças constantes de cidade, privação pessoal temporária de privilégios legítimos e cuidados especiais com a vida de Jesus é: um casamento sólido se faz quando os dois têm objetivos em comum.


A natureza nos ensina que existem muitos bons objetivos que um casal pode buscar e com esse exercício fortalecer a relação, mas para o evangelista o mais importante é estar envolvido entorno do serviço a Jesus seguindo para isso a direção de Deus. Foi para isso, para nos dar a direção de Deus que ele nos escreveu um evangelho.