quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Crônica 9, 11/2016

Uma mandala. Era o formato que tinha a nação de Israel quando acampada no deserto até chegar na terra da promessa. Mas, calma amigos mais puristas, que vêm nisso uma conotação sincretista sendo Israel o povo do livro santo que desaprova as crendices supersticiosas. Peço desculpa antes para que o caro amigo continue a ler até o fim.

Quem assegura minha declaração é o livro bíblico chamado Números. O nome do livro é tão estranho quanto a minha declaração e, por isso, vai aí minha explicação. Mandala em sânscrito é apenas um conjunto de círculos interligados um com o outro até formar um centro. E o livro ganhou esse nome por se preocupar com a contagem da nação para fins da guerra e do culto e para as demais atividades para formação da incipiente nação de Israel.

O culto acontecia no Tabernáculo. Escrevo assim iniciando com letra maiúscula para mostrar a importância deste. O Tabernáculo era o palácio de Deus entre os homens. Imediatamente ao derredor deste estava a tribo de Levi que era a responsável de conduzir o povo para a adoração a Deus, ensinar a Lei de Deus ao povo, e comunicar as decisões de Deus ao povo.

Em torno do Levitas e do Tabernáculo ficavam as demais tribos com seus respectivos exércitos identificados por suas bandeiras. Todos tinham os olhos voltados para o centro. Dali vinha a comunicação de Deus ao povo, as estratégias, os conselhos, ali as ofertas eram feitas e recebidas para manter a boa relação do povo com seu Deus. Dali Deus abençoava seu povo.

Israel foi uma nação bem-sucedida nos registros bíblicos enquanto seus olhos estavam voltados para o centro. O centro continua sendo o lugar que merece toda a nossa atenção.


Vencido o preconceito pelo termo mandala, está aí a mensagem.