quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O CASO DA ÁRVORE NO MEIO DO JARDIM

Gente intelectual é cheia de perguntas profundas para casos simples. Pior do que perguntas profundas para casos simples é a falta de senso de satisfação com as explicações.

Meus pais não. Estes não eram pessoas intelectualizadas. Pelo contrário, eram pessoas até bem simples. Meu pai com pouca escolaridade galgou postos importantes na Rede Ferroviária Federal S/A no auge dessa companhia. Minha mãe se dava muito bem com os desafios que a vida apresentava a ela e o fazia de maneira muito prática. Acho que herdei alguma coisa da qualidade de meus pais. Casei-me, criei três filhos e formei-me com mérito na profissão que ganho meu pão.

Uma das pérolas investigativas dos intelectuais é voltada para Deus e seus atos. Ficam presos na velha questão da árvore no meio do jardim. Por que Deus pôs uma árvore no meio do jardim e disse para o homem não comer se ele sabia que o homem ia comer?


Meu pai daria uma resposta simples, porém taxativa a essa questão que atordoa a mente brilhante dos intelectuais. Meu pai diria: Quem come do meu feijão, prova do meu cinturão. Ou nas palavras de um sujeito um pouco mais sofisticado como eu: meu mundo, minhas regras.