quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

CONFISSÕES

24 de novembro (2016),

na última semana muitas ocupações concorreram com meu tempo de a sós com Deus. Por isso, resolvi fazer um tipo diferente de momento de comunhão. Uma maratona de leitura. Escolhi as pequenas cartas do Novo Testamento de Paulo e dos demais escritores. A vantagem é que essa atividade podia ser realizada em qualquer lugar que eu estivesse.

Lia no ônibus indo para algum lugar. Lia no carro particular quando pegava carona. Lia na cama enquanto esperava chegar o sono ou depois da hora do almoço quando me deitava para um cochilo. Lia no banco da praça ou da parada do ônibus esperando o transporte. Li andando na rua quando ia de ponto a outro, mas isso eu não aconselho fazer pelo risco de acidentes.

Deus que é bom e entende nossas privações falou comigo por meio das minhas leituras.

Percebi em todos os textos que li algo em comum que denominei senso de pertencimento. Em todas as cartas o assunto era debatido. Como explicar o que quero dizer com senso de pertencimento? Pensei em uma carta de Paulo, poderia ser outro, mas fui com Paulo. A carta escrita aos crentes da cidade de Colossos Paulo disse: uma vez que pertencemos a Cristo devemos fazer morrer em nós os apetites para hábitos ruins: fornicação, impureza, afeição desordenada, concupiscência e palavras ruins, além da avareza que é um tipo de idolatria, etc.

Em contrapartida, continuava Paulo, devemos adquirir bons hábitos. Noutras palavras, nos vestirmos como escolhidos de Deus. Pratiquemos a santidade, a amabilidade, a misericórdia, a bondade, a humildade e a prática do perdão contínuo e tudo o mais de bom.

O endereço da carta podia mudar, o escritor também, mas o assunto se repetia em cada um dos escritos. O sentido do pertencimento é que devemos realizar o que Cristo realiza, o que é natural de sua pessoa em relação a nós mesmo e ao outro e em relação a Deus mesmo, caso contrário nosso pertencimento não passará de uma declaração vazia.